Pedágio free flow reduz tarifa à metade na descida para praia via Anchieta e Imigrantes
Por outro lado, na subida da serra, valor atual somado à cobrança eletrônica vai quase dobrar gasto do motorista a partir de 1º de julho
Prepare-se, motorista: o sistema de cobrança eletrônico de pedágio o free flow, passa a valer a partir de 1º de julho no sistema Anchieta-Imigrantes. Além de mudar a forma de pagar, o motorista também pode calcular com antecedência o novo valor que vai gastar em cada trecho.
A tarifa cobrada só no sentido São Paulo-litoral, atualmente em R$ 38,70, será dividida entre os dois lados das duas rodovias. Isso quer dizer que, na descida, o motorista vai pagar tarifa de R$ 19,35. Na outra mão, entre a Baixada Santista e São Paulo, o pedágio também será de R$ 19,35.
Para quem só vai rumo à Baixada Santista, vai ficar bem mais barato porque vai pagar metade da tarifa atual. É difícil só desembolsar a metade porque, normalmente, o motorista volta para a origem – é uma possibilidade, por exemplo, para quem compra um carro em São Paulo e leva para usar no litoral.
Por outro lado, quem vai do litoral para São Paulo vai pagar mais caro. Isso porque carros de passeio já enfrentam tarifas de pedágio nas rodovias Padre Manuel da Nóbrega (R$ 10,90 em São Vicente) e Cônego Domênico Rangoni (R$ 18,30 em Santos).
A partir de 1º de julho, um motorista que sai do Guarujá (SP) em direção a São Paulo vai pagar R$ 37,65 (os atuais R$ 18,30 da Cônego Domênico Rangoni mais os novos R$ 19,35 na subida da Anchieta-Imigrantes). Hoje, ele só paga R$ 18,30.
Free flow em testes

Na semana passada, a Ecovias Imigrantes, concessionária que toma conta das duas rodovias Imigrantes e Anchienta, que ligam São Paulo à Baixada Santista, terminou de instalar os pórticos e demais equipamentos para começar a cobrar o pedágio eletrônico dos motoristas – sem as tradicionais cabines de pedágio.
As estruturas estão no km 33 da rodovia Anchieta e no km 29 da rodovia dos Imigrantes, em ambos os sentidos (então, amigo, não tem escapatória). Por enquanto, claro, os motoristas não pagam nada ao passar por debaixo dos pórticos — só a partir do dia 1º.
Sob o crivo da Artesp (Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo), a concessionária avalia, antes de começar a cobrança, a integração dos sistemas e calibragem da leitura e identificação dos veículos pela placa.
O principal desafio é ajustar as câmeras com tecnologia OCR (Reconhecimento Óptico de Caracteres), que leem as placas dianteiras e traseiras em todas as faixas. Simultaneamente, sensores a laser medem altura, largura, comprimento e quantidade de eixos (considerando os que rodam e os que estão suspensos) e classificam os veículos para determinar o valor.
No free flow, o valor da tarifa é proporcional ao trecho percorrido e pode variar, conforme regras de cada concessionária, de acordo com o dia e o horário em que o veículo passa pelos pórticos.
Pagamento com e sem tag
No pedágio free flow, a cobrança ocorre por meio das tags (adesivos no para-brisa) ou por meio de placa (via site da concessionária).
Na prática, quem tem tag tem pouquíssima (ou nenhuma) dor de cabeça porque a cobrança chega via a empresa que presta o serviço para você (Sem Parar, Veloe, ConectCar, Taggy, Move Mais), tanto na versão pré (quando você carrega um valor) como pós-paga (você usa primeiro o serviço e paga depois).
Sem tag, a conversa muda de figura porque exige que o motorista procure um site para pagar. Apóps passar por um pórtico de cobrança eletrônica de pedágio, você tem 30 dias para quitar a tarifa sem multa, via PIX ou cartão de crédito.
Para conferir se tem alguma cobrança, basta acessar o site pedagiodigital.comou o aplicativo da concessionária que administra a rodovia por onde você passou.
No caso das rodovias paulistas, uma opção é acessar o sistema Siga Fácil do governo do estado. O site é: https://sigafacil.artesp.sp.gov.br/. Basta colocar a placa, e a plataforma informa se há débitos em aberto. A consulta vale para as concessionárias Ecovias Noroeste Paulista, CCR Sorocabana, Tamoios, CNL Novo Litoral e AP Serra via Appia.
Evite golpes e não faça pagamentos ou transferências por outros canais. Não há pagamento por boletos.
Deixar de pagar pedágio é infração grave, rende multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação).
